quinta-feira, 8 de julho de 2010

O inglês ficou pra depois, bem depois...

Gente, estou amando os comentários, viu?!!! Fico toda felizinha e preocupada em escrever coisas para manter vocês animados. Muito obrigada mesmo!!!

Então... com o passar do tempo, aprendi inglês e trabalhei muito. Comecei tomando conta de duas crianças e uma casa no período da tarde (depois da aula) aos 12 anos, depois, trabalhei em uma fábrica de jeans (onde consegui costurar o indicador esquerdo), depois em um supermercado. No supermercado passei pela lanchonete, setor de frios, caixas. Era brabo para uma menina de 16-17 anos ficar aos sábados trabalhando até às 2 da manhã! No domingo não tinha ânimo pra nada.

Enfim, os anos foram passando, virei secretária em uma loja de equipamentos de escritório, depois de um escritório de advocacia (onde aflorou um desejo enlouquecido de virar advogada), caixa de farmácia (bico que fazia à noite), e depois secretária em uma escola de informática. Lá foi a única vez que tive algum contato com inglês, pois ofereciam curso também. Eu acabei me frustrando porque não usava meu inglês. O pessoal do sarro parecia estar levando a melhor.

Uma vez surgiu uma única oportunidade na vida de fazer a tão sonhada faculdade de Direito. Em Araraquara havia um programa que a prefeitura custeava metade e o aluno só pagava a metade. Seria ótimo, se a metade não levasse todo meu salário de secretária. É uma daquelas oportunidades que você fica sem saber como agir. Eu tinha tudo na mão para fazer a faculdade, estágio garantido, livros no escritório à disposição... mas não ia sobrar grana nem pra comprar um caderno. Esperar do meu pai, coitado, seria sacanagem, ele já fazia o que podia pra pagar aluguel e dar conta de tudo sozinho! O jeito foi simplesmente desistir...

Bem, namorei, encontrei um cara bacana e decidimos morar juntos. Alguns meses depois, engravidei. Nossa! Que emoção! Mãe aos 22! Mas no primeiro ultrassom (do SUS, que demorava "só" três meses) tive duas notícias: eram gêmeos, mas infelizmente, estavam mortos! Eu não entrei em processo abortivo, até hoje não sabemos a causa, tudo é má formação no SUS. Só sei que ganhei dois filhos e os perdi no mesmo dia! Sofri muito, chorei muito. Passei por uma curetagem e foi o fim daquele ciclo...

Alguns meses depois, em meio a uma incerteza profissional, não sabendo se deveria vender óculos de sol paraguaio na praia ou se prestava concurso pra Receita Federal, a família do então marido arrumou um negócio para tocarmos (um mercadinho) no Paraná (ele é de lá). Aquilo foi o princípio de um caos do qual só saí pelas mãos de Deus!!! Desse momento até me tornar tradutora seriam 12 eternos anos. Não sei se foi a pior ou a melhor escolha que fiz na vida. Só sei que se o inferno existe, devo ter tido uma boa amostra...

Continua...

Adri

2 comentários:

  1. "Ô coitada"...rs... mas como minha mãe sempre diz: os bons recebem a recompensa... e aí está você... tradutora e linda :)

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  2. Nao creioooooooooooooooooooooo......to amando.... 'conta mais, rsrsrs"...
    Inspirada em vc, eu e o wia criamos um blog tbm...mas vamos escrever juntos...espero que de certo, rs;;;bjaooo - day*

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